Amazônica - Revista de Antropologia http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica <p>AMAZÔNICA é um periódico científico transnacional, voltado a promover o debate, a construção do conhecimento e a veiculação de resultados de pesquisas científicas relativas às populações amazônicas, nos quatro campos da antropologia.<br><br>São aceitos artigos em português, inglês, espanhol e francês. A revista publica artigos originais inéditos, relatórios de pesquisa, notícias de pesquisas em andamento, resenhas, traduções, resumos de teses e ensaios fotográficos.</p> Programa de Pós-Graduação em Antropologia pt-BR Amazônica - Revista de Antropologia 1984-6215 Monitoramento participativo da biodiversidade em sistemas de unidades de conservação: o caso do ProBUC no estado do Amazonas http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7247 <p>Nas últimas décadas, o monitoramento participativo tem sido apontado como um instrumento crescentemente importante para a consolidação da gestão de áreas protegidas. No estado do Amazonas, a criação, em 2005, do Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais de Unidades de Conservação (ProBUC) representou um importante passo para a efetividade do monitoramento participativo das unidades estaduais de conservação (UC estaduais). Apresentamos, sinteticamente, os resultados de uma avaliação qualitativa do funcionamento deste programa, identificando suas contribuições e limitações para a vida das comunidades locais. Iniciamos com uma revisão da literatura sobre as principais razões do surgimento dos programas de monitoramento participativo e chegamos às observações dos atores sociais gestores, especialistas e comunitários, envolvidos na construção do ProBUC, por meio de entrevistas. Constatamos que o programa contribuiu para a conscientização ambiental e produziu dados sobre a biodiversidade, embora não se tenha verificado o subsídio à gestão das unidades de conservação.</p> Daniel Carneiro Costa Guillaume Antoine Emile Louis Marchand Henrique dos Santos Pereira Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 219 232 10.18542/amazonica.v11i1.7247 Indigenismo empresarial em Belo Monte: uma etnografia da política do licenciamento ambiental de um megaempreendimento na Amazônia http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7248 <p>Este artigo é resultado de uma etnografia baseada na minha experiência como consultor ambiental durante a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Mais especificamente, da minha participação como pesquisador nos Estudos Complementares do Rio Bacajá, os quais, seguindo determinação da Fundação Nacional do Índio, objetivavam o levantamento dos aspectos ecológicos do rio Bacajá, com especial atenção aos modos de vida dos Xikrin da Terra Indígena Trincheira Bacajá, cujas aldeias estão localizadas às margens desse rio. A análise desse campo suscita oportuna reflexão sobre a prática do “indigenismo empresarial”, processo que, segundo Stephen Baines, submete o ordenamento jurídico-administrativo das políticas indigenistas do Estado aos interesses privados de corporações empenhadas na instalação de empreendimentos no interior, através ou nos limites de territórios indígenas. Busco problematizar a estrutura prática do indigenismo empresarial, de forma a explorar como suas regras e princípios tecnocráticos dissimulam a temporalidade destrutiva do capitalismo.</p> Rafael Costa Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 233 266 10.18542/amazonica.v11i1.7248 Campesinato de fronteira, pagamentos e serviços ambientais: análise da expressão diferenciada da lógica de mercado em Anapu, Pará http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7249 <p>Analisando quatro estudos de caso no município de Anapu, no Pará, este artigo contrasta duas abordagens para a provisão de serviços ambientais: através do pagamento em efetivo para conservação, ou pagamento por serviços ambientais (PSA), e do apoio a sistemas sustentáveis agrícolas e florestais. As abordagens são avaliadas à luz da teoria do campesinato de fronteira, destacando-se como conclusão que a abordagem de “PSA de conservação” não se mostra adequada para replicação nesse contexto, enquanto as demais abordagens são mais adequadas no propósito de aliar conservação ambiental e produção sustentável, desde que o acesso aos recursos financeiros e de capital humano se consolide com perspectivas de longo prazo.</p> Sammy Silva Sales Roberto Porro Noemi Sakiara Miyasaka Porro Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 267 297 10.18542/amazonica.v11i1.7249 Levantamento das perspectivas dos atores sociais da feira do pescado de Santarém, Pará, Brasil, acerca do período de defeso http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7250 <p>Este estudo objetivou identificar a compreensão de atores sociais da Feira do Pescado, em Santarém, Pará, Brasil, acerca da política de seguro-desemprego do pescador artesanal. Para tanto, realizou-se pesquisa documental e de campo, a fim de construir conhecimento acerca da atuação das entidades representativas e dos associados à colônia de pescadores do município de Santarém. Para a coleta de dados, foram aplicados oitenta questionários com questões abertas e fechadas. Os resultados foram tabelados, bem como elaborou-se mapas conceituais, para melhor visualização das respostas obtidas. Os dados permitiram inferir que a pesca artesanal em Santarém enfrenta desafios diversos nas áreas social, econômica e ambiental, de modo a atender à demanda crescente da comunidade, ao mesmo tempo em que há inegável necessidade do estabelecimento de ações que busquem a preservação ambiental das espécies de pescado.</p> Devaneris Viegas Tavares Tiago Henrique Rodrigues Siebert Paloma Rodrigues Siebert Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 299 320 10.18542/amazonica.v11i1.7250 “ODOR DE ROSAS”: família e memória da PHEBO em Belém http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6683 Apresentação de um resumo de uma pesquisa em andamento que busca <span>resgatar a memória das relações familiares da PHEBO na cidade Belém, a partir de entrevistas com a família dos fundadores da empresa, os Santiago, desde a data de sua fundação 1934 até a venda da empresa em 1988.</span> Fernanda Valli Nummer Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 323 326 10.18542/amazonica.v11i1.6683 Conexões entre imagem fotográfica e memória social do garimpo http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6656 <p>Este ensaio é composto por fotografias produzidas pelo pesquisador e principalmente oriundas do acervo pessoal dos interlocutores. Propõe-se a refletir as conexões entre a imagem fotográfica e o processo de constituição de memória coletiva (HALBWACHS, 1968) articuladas por ex-garimpeiros sobre o trabalho e a cotidianidade das relações elaboradas nos garimpos de ouro da região Amazônica, sobretudo os da área do Tapajós, que na década de 1970 e 1980 estiveram em grande efervescência e, pelos quais, os agentes interlocutores viveram por muitos anos de suas vidas.</p><div> </div> Carlos Matos Matos Bandeira Junior Rubens Elias da Silva Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 329 343 10.18542/amazonica.v11i1.6656 Mulheres da etnia Anambé na produção de farinha de mandioca http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/5531 <p>Este ensaio faz parte de uma experiência em campo realizada na aldeia da etnia Anambé, localizada no município de Mocajuba-PA. O ensaio fotográfico tem por objetivo identificar a participação ativa das mulheres indígenas na produção da farinha de mandioca que é subproduto principal do cultivo de mandioca pelos povos indígenas desta região. </p> Nádile Juliane Costa de Castro Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 345 354 10.18542/amazonica.v11i1.5531 Carpintaria naval em contextos de territórios de assentamentos rurais ribeirinhos em Abaetetuba, Pará, Brasil http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7251 <p>Registros fotográficos da atividade da carpintaria naval no Assentamento São João Batista, em Abaetetuba, Pará.</p> Rosenildo da Costa Pereira Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 355 370 10.18542/amazonica.v11i1.7251 Estado, políticas e agenciamentos sociais em saúde http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6603 Resenha da obra - Maluf, S. W., e E. Quinaglia Silva (Org.). 2018. Estado, políticas e agenciamentos sociais em saúde. Florianópolis: Editora da UFSC. Priscila Farfan Barroso Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 373 378 10.18542/amazonica.v11i1.6603 Apresentação do dossiê “Ofícios e profissões: memória social, identidades e construção de espaços de sociabilidade” http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7246 Apresentacao do dossie Fernanda Valli Nummer Maria Cristina Caminha de Castilhos Franca Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 13 16 10.18542/amazonica.v11i1.7246 A concepção dos Institutos Federais e seus atores sociais: a história narrada por trás da história http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6612 <p>Este artigo versa sobre a criação de uma nova institucionalidade que transformou a educação profissional no Brasil: a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF), em 2008. Registramos,<br />por meio de entrevistas em suporte audiovisual, as narrativas memoriais dos atores sociais que definiram essas políticas para a educação profissional e aqui analisamos as narrativas de dois interlocutores os professores Eliezer Pacheco, secretário da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, do Ministério da Educação (SETEC/MEC) (2005 a 2012), e Cláudia Schiedeck Soares de Souza, diretora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves (CEFET-BG) e reitora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) (2007 a 2015), enquanto relatos de caráter temporal de suas presenças nas instâncias políticas decisórias.</p> Silvia Schiedeck Maria Cristina Caminha de Castilhos Franca Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 17 35 10.18542/amazonica.v11i1.6612 A construção das feminilidades nos discursos das agentes penitenciárias do Instituto Penal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6719 <p>O objetivo deste artigo é analisar as percepções das agentes penitenciárias do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) sobre a relação entre as ideias de feminilidade e o trabalho decorrente de suas profissões, presente em seus imaginários e suas narrativas. Busca-se aqui uma proximidade entre esses conceitos, pensando na construção da feminilidade por meio do espaço de uma “instituição total” e de um ambiente marcado pela masculinidade dos detentos. A proposta é entender o gênero feminino como um processo em construção de uma identidade tanto de si quanto percebida pelos outros. Aqui, a identidade social é entendida como algo que se forma a partir de determinada profissão e das condições demarcadas por ela. Destacamos o IPCG como foco pelo caráter excludente das diversas relações sociais dos sujeitos e pelo papel de ambiente reconhecidamente masculinizado. Recorremos aos conceitos de feminilidade performativa, de Judith Butler, de instituição total, de Erving Goffman, e de identidade profissional, de Pedro Bodê.</p> Daniel Attianesi Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 37 57 10.18542/amazonica.v11i1.6719 De lá para cá: classe, raça e gênero em narrativas autobiográficas de antropólogas em memoriais acadêmicos (USP/UNICAMP, 2004-2014) http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6695 <p>Nas universidades brasileiras, os memoriais acadêmicos são documentos que apresentam uma autorreflexão sobre a trajetória intelectual e profissional de um docente, caracterizando uma das raras manifestações de escrita autobiográfica a respeito de intelectuais e de pesquisadores de diferentes áreas, formações e pertencimentos. Este artigo apresenta reflexões sobre a percepção de classe, raça e gênero, a partir de relatos autobiográficos dos memoriais de titularidade de antropólogas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (UNICAMP), aprovadas em concursos entre 2004 e 2014. Para o docente, este é um momento que representa a ascensão ao topo da carreira. No entanto, a universidade é uma instituição na qual as mulheres ainda lutam para superar preconceitos, por isso tais narrativas autorreflexivas estão<br />inseridas em certas estruturas e tradições do campo intelectual-acadêmico e mostram-se como um rico material para a compreensão da trajetória e do papel feminino neste espaço, enquanto um exercício de autoetnografia.</p> Wilton C. L. Silva Rafaela Duarte Vieira Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 59 81 10.18542/amazonica.v11i1.6695 Etnografias da duração e os desejos de memória ferroviária no Sul do Brasil http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6652 <p>Neste artigo, buscamos estabelecer diálogo e convergência imagética entre etnografias da duração realizadas com comunidades de trabalho ferroviário em distintos contextos do Sul do Brasil. Tomando como categorias fundamentais a memória coletiva, a crise, a ruína, a cidade e o trabalho, queremos indicar a pluralidade e a complexidade das situações do patrimônio ferroviário no contexto da desativação das ferrovias brasileiras. Escolhemos como aspecto interpretativo central os desejos de memória dos ferroviários aposentados, indicando o caráter político cotidiano que<br />a memória coletiva assume nos mais variados projetos de rememorar. Ressaltamos a pertença à nossa comunidade interpretativa, bem como a importância de, enquanto antropólogos(as) visuais, reconhecer, impulsionar e se aliar aos projetos êmicos de duração dos trabalhadores das cidades contemporâneas.</p> Guillermo Stefano Rosa Gómez Yuri Schönardie Rapkiewicz Cornelia Eckert Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 83 109 10.18542/amazonica.v11i1.6652 Família, criatividade e prazer no ofício: etnografia da aprendizagem em uma marcenaria na Amazônia http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6613 <p>Este artigo discute aspectos do aprendizado como meio de reprodução do ofício de marceneiro, em uma cidade do interior do estado do Amazonas. Por meio da observação do contexto e do levantamento de evidências orais, buscamos conhecer as dimensões técnicas e simbólicas desta prática social que circulam entre os membros de uma comunidade de praticantes. Os resultados obtidos sugerem que, do ponto de vista técnico, os principais itens ali aprendidos são o diagnóstico de situações e a aplicação de técnicas adequadas para a resolução de problemas comuns a este ofício. Já do ponto de vista simbólico, é o aprendizado de valores necessários e as percepções sobre o ofício em relação à sociedade que possuem maior ênfase. Finalmente, apontamos como as principais características do ofício de marceneiro, no contexto analisado, suas dimensões familiares e criativas, que conferem a esta prática social a qualificação de prazerosa entre seus praticantes.</p> Luiz Francisco Loureiro Ana Claudeise Silva do Nascimento Marilia de Jesus Souza Nelissa Peralta Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 111 127 10.18542/amazonica.v11i1.6613 Memórias, disputas de sentido e transformações sociais: as estratégias e as trajetórias dos ex-trabalhadores da VARIG dez anos após sua venda http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6679 <p>O artigo trata dos fenômenos de transformação ocorridos na trajetória dos ex-funcionários da VARIG, tanto os aposentados quanto os que ainda estavam na ativa quando do fechamento da empresa, atingindo sistemas de representações e relações anteriormente construídas. Trata-se de um caso paradigmático na história da aviação civil no país. Seguindo a metodologia etnográfica, foram realizadas quinze entrevistas não estruturadas e pesquisa em mídias. Argumenta-se que, diante das<br />necessidades e das disputas de sentido do presente, a memória e a função fantástica do imaginário são utilizadas como ferramentas estratégicas de resistência e de transformação, sobretudo relacionadas às novas formas de sociabilidade e de organização. Por fim, analisa-se a situação contemporânea do grupo que vive “exposto à ameaça do esquecido” (Ricoeur 2007:18). Conclui-se que o esquecimento pode revelar indícios de uma interpretação vulnerável dos acontecimentos e de uma atitude ideológica geral diante da “naturalização” das perdas de direitos, inclusive trabalhistas, em curso no Estado.</p> Madhiana Valéria Almeida Rodrigues Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 129 162 10.18542/amazonica.v11i1.6679 O ofício teatral no contexto de transformações urbanas: a experiência do Teatro Popular União e Olho Vivo http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6684 <p>O presente artigo é fruto da pesquisa etnográfica realizada acerca das práticas de trabalho do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), atuante na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo. Descendente<br />do movimento de teatro engajado dos anos sessenta, este grupo se insere na discussão crítica a respeito da mercantilização da arte, e se posiciona de forma antagônica às relações capitalistas de trabalho. Pretende-se, aqui, abarcar uma reflexão sobre as memórias de dois senhores – Idibal Pivetta e Neriney Moreira –, fundadores deste grupo e ainda atuantes nele – referentes aos impactos que o crescimento da cidade de São Paulo trouxe aos seus trabalhos no âmbito artístico e às estratégias por eles utilizadas para transformar as relações de trabalho no interior desta trupe.</p> Ana Paula Parodi Eberhardt Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 163 179 10.18542/amazonica.v11i1.6684 Pintor ou designer popular: a etnografia de um ofício através do acervo de Edson Meirelles http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/6706 <p>Edson Meirelles, fotógrafo e pesquisador carioca, confeccionou um acervo fotográfico composto por mais de 20 mil cromos entre 1971 e 2004, cujo principal objetivo é alavancar uma vasta documentação de expressões pictóricas populares, coletadas em diferentes cidades do Brasil. A categoria pintor ou designer popular foi utilizada por Meirelles para descrever uma atividade manual de pintura, que – embora heterogênea nas formas, propósitos e usos nas diferentes regiões do Brasil contemporâneo – delimita um ofício específico, envolvendo técnicas, talentos, conhecimentos e reconhecimentos, distinguindo-o de outras atividades, como a de pintor de paredes ou de quadros, de artista plástico, de designer ou de artista gráfico. O presente artigo propõe-se a realizar uma etnografia dos textos escritos por Meirelles sobre as especificidades e as diversidades dessas atividades que configuram o ofício de pintor ou designer popular.</p> Suiá Omim Arruda de Castro Chaves Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 181 215 10.18542/amazonica.v11i1.6706 Editorial http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7244 Diogo Menezes Costa Érica Quinaglia Silva Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 7 8 Editorial English http://novoperiodicos.ufpa.br/periodicos/index.php/amazonica/article/view/7245 Diogo Menezes Costa Érica Quinaglia Silva Copyright (c) 2019 Amazônica - Revista de Antropologia 2019-07-10 2019-07-10 11 1 9 10