EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS EM PARTICIPANTES COM SÍNDROME DE DOWN: EFEITOS DA UTILIZAÇÃO DE PALAVRAS COM DIFERENÇAS MÚLTIPLAS OU CRÍTICAS E ANÁLISE DE CONTROLE RESTRITO DE ESTÍMULOS
DOI:
https://doi.org/10.18542/rebac.v3i1.823Resumo
O presente trabalho teve o propósito de investigar a formação de equivalência de estímulos com indivíduos portadores de Síndrome de Down. Foram ensinadas discriminações condicionais auditivo-visuais para tais participantes, utilizando pseudo-palavras e manipulando distintamente o número de elementos idênticos (letras) presentes nas palavras em duas condições experimentais. Os estímulos utilizados foram palavras dissílabas do tipo consoante mais vogal. Na primeira das condições experimentais, as palavras apresentavam diferenças múltiplas (uma ou duas letras em comum) e na segunda, diferenças críticas entre si (palavras com três ou quatro letras em comum). Os participantes foram quatro indivíduos com Síndrome de Down. Foram treinadas, por meio de procedimentos de emparelhamento com o modelo, as relações entre palavras ditadas e figuras, e entre palavras ditadas e impressas. Com dois participantes, treinou-se também as respostas de construção por meio da seleção ordenada de cada elemento do estímulo impresso. Foram testadas as nomeações de palavras impressas e figuras e os emparelhamentos entre palavra impressa-figura e figura-palavra impressa. Os resultados sugerem que três dos quatro participantes apresentaram a formação de classes de equivalência nas duas condições experimentais. O outro participante mostrou indícios de formação de classes apenas na primeira condição experimental. Dois participantes apresentaram maiores dificuldades nos treinos e testes da segunda condição. As dificuldades encontradas por eles podem ser atribuídas a controle restrito de estímulos. Palavras-chave: equivalência de estímulos, leitura, similaridade entre os estímulos, controle de estímulos, Síndrome de DownDownloads
Publicado
2012-03-26
Edição
Seção
Relatos de Pesquisa
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