Neste trabalho analisar-se-á o caso da construção da Usina Foz do Chapecó, construída entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de modo a compreender a complexidade da dinâmica do empreendimento, bem como os seus efeitos sobre a sociedade regional. Abordar-se- á a participação dos diversos atores sociais envolvidos no processo, suas perspectivas e versões dos fatos ocorridos. De um lado, temos o empreendedor e seus aliados, que buscaram efetivar o empreendimento. Do outro, os movimentos sociais regionais, que, na medida do possível, defenderam os seus interesses e os interesses dos atingidos, frente à construção da Usina. Destaca-se neste artigo o processo de negociação das indenizações aos atingidos, no qual os atores sociais expõem a sua ótica dos fatos, explicitam os diversos conflitos e consensos do processo, e as dificuldades do diálogo em torno de uma efetiva governança.
Biografia do Autor
Myriam Aldana Vargas
Socióloga, doutora em Ciências Humanas e professora do Mestrado em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (UNOCHAPECÓ), Chapecó (SC).
Monica Hass
Doutora em Sociologia Política, Professora Adjunta I e Diretora de Extensão da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Chapecó (SC).
Geverson Ampolini, Unochapecó
Graduando em Direito, pesquisador-bolsista na desde 2010, em Direito Ambiental, Direito Urbanístico e Direito da Àguas, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÒ). Membro do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Regional, Política Pública e Governança.